-É só um vulto [Luce]
-Só um vulto? [Dave]
-Já me acostumei [Luce]
-Depois ainda pergunta porque te chamam de louca [Dave]
-Hahaha anda, vamos pro meu quarto antes que a Mary venha reclamar do
barulho [Luce]
Mary Sneep é a dona da casa, uma senhora de 50 anos muito estranha.
Os dois sobem as escadas do corredor escuro da casa e entram no quarto
de Luce. Parecia mais um sótão do que um quarto normal. A porta era estreita e
ficava no teto, logo que se puxava a porta desciam alguns degraus de madeira
para facilitar a subida até o local.
-Para quê estas velas no chão? [Dave]
-Não sei, o senhor Paul Sneep que deixou aqui, eu havia tirado elas
daqui mas ele brigou comigo e falou que elas deveriam permanecer no mesmo local
e mandou que eu não tocasse em momento algum nelas e nesse baú de madeira do
canto [Luce]
-Sinistro [Dave]
-Mas ok, coloque o colchão da minha cama no chão e pegue as almofadas
[Luce]
-Mas e a TV? Onde tá? [Dave]
Luce meche em uma enorme prateleira de livros, e em instantes a
prateleira vira do lado oposto e lá estava uma TV de plasma de 40 polegadas,
uma caixa de som, aparelho de DVD, notebook e outros eletrônicos.
-Nossa! [Dave]
-A família Sneep detesta coisas da modernidade, então tenho que esconder
[Luce]
-Família brega essa en [Dave]
-Hahaha pois é, mas não posso reclamar [Luce]
Dave anda pelo quarto e fica observando as velas, elas pareciam formar
uma espécie de desenho, mas ele não conseguia identificar.
-Bora assistir o filme? [Luce]
-Dave? [Luce]
Luce se levanta e vai até Dave
-EI! TÁ SURDO? [Luce]
Dave salta
-Ai! Que susto! [Dave]
-Hahahahaha tá em que mundo boy? [Luce]
-Nenhum, vamos assistir o filme [Dave]
Os dois assistem o filme e adormecem.
******
04:30 DA MANHÃ
Dave acorda com barulhos na casa, como se alguém estivesse pisando no
telhado.
Levanta com cuidado para não acordar Luce e caminha passo por passo até
a janela que estava suja e cheia de pó. Ele olha a lua, estava cheia e muito
bonita, percebe uma respiração ofegante em seu pescoço, então fecha os olhos e
lentamente vira o pescoço até onde vinha a respiração, abre os olhos e nada,
absolutamente nada.
Dave olha rapidamente para a janela e se surpreende. Marcas de mãos
estavam na janela! Marcas bem certas, como se um ser humano houvesse subido até
a janela e colocasse as duas mãos para olhar o que havia lá dentro, o que de
fato era impossível.
-Dave?
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