terça-feira, 24 de setembro de 2013

Sonhos Reveladores: A morte pode estar ao seu lado parte 19

Eu estava em um lugar escuro, andava sem direção, me bati em algo...
Olhei para onde me bati, um túmulo!
-Olhe para a foto
Olhei para os lados tentando achar quem falara aquilo
-Não adianta tentar me procurar, você não vai me ver, não agora
Olhei para o túmulo
-Pierre Corrigan [Bruna]
-Isso, garota esperta! HAHAHA
-O que quer de mim? [Bruna]
-De você? HAHAHA O que eu iria querer com você?
-Não sei, você está por todo canto, deve querer alguma coisa [Bruna]
-Bom, querer eu quero, mas não necessariamente de você
-Então fale [Bruna]
De repente ela aparece em minha frente, toda ensanguentada, cheia de correntes.
-Eu sei, é horrível me ver
-Eu não sei como nem por que, mas eu vejo uma semelhança em nossos rostos [Bruna]
-Claro, eu tenho teu sangue!
-Meu sangue? [Bruna]
-Sim, se me permite explicar
-Claro [Bruna]
-Novembro de 2006, eu era uma adolescente como você, minha família vivia brigando, e na maioria das vezes a culpa era minha. Ninguém aceitava meu jeito, eu era discriminada em minha própria casa...
-Nossa, mas por quê? [Bruna]
-Minha mãe teve um caso com um homem casado, e então eu nasci. Quando o homem que era pra ser meu pai descobriu, ele contou para minha família inteira, e desde pequena fui criada com olhares diferentes, todos me falavam que eu merecia morrer, que eu estraguei a família, e na minha adolescência isso piorou
Eu estava sem o que dizer, aquilo estava me deixando com ódio, que culpa uma criança teria?
-Eu comecei a namorar, era meu único lado bom de viver, mas então fiquei grávida por acidente... Mas eu estava feliz, já estava planejando tudo com meu namorado, afinal eu não queria continuar naquela casa e teria apoio da família de meu namorado. Então, o marido de minha mãe descobriu e ficou furioso. Ele já me odiava, e agora tinha mais motivos ainda...
-Meu Deus, é o que estou pensando? [Bruna]
-Calma, já chego lá.
-Ok [Bruna]
-Meu padrasto contou para o resto da família, e aquilo virou uma baderna! Chamei meu namorado, estava pronta para sair de lá. Quando meu namorado chegou eu desci com minhas malas, mas então o marido de minha mãe me derrubou das escadas e perdi meu bebê
-Nossa! [Bruna]
-Não aguentei mais, fui morar com a família de meu namorado... Tudo estava bem, lá eu era feliz, até que um dia tive de ir para a minha antiga casa pegar o resto de minhas coisas, quando deparei com o marido de minha mãe, ele estava sozinho lá, segurava as correntes de minha cadela. Perguntei o que havia feito com minha cadelinha, então ele me segurou pelos braços e me arrastou para o quintal falando que iria mostrar o que fez. Quando cheguei lá ela estava morta, então ele começou a me bater muito forte, usava as correntes como arma. Nesse momento meu namorado me ligou, eu apertei no botão para atender, mas não falei nada, deixei apenas ele ouvir o que estava acontecendo. Ele foi atrás de mim, mas já era tarde demais... 27 de Novembro de 2006, eu estava morta...
-Meu Deus... [Bruna]
-Meu namorado chamou a polícia logo que ouviu a gritaria... Pouco adiantou... Eu já estava morta, cheia de correntes...
-Ele foi preso? [Bruna]
-Não, ele fugiu...
-Desgraçado! [Bruna]
-Verdade... O que mais me doeu foi ver meu namorado sofrendo... Hoje ele tem contato comigo ainda, é um soldado oficial, nunca mais quis nem conseguiu amar alguém... Tem 23 anos recentemente, lindo, se chama Ricardo.
-O que ainda não entendi foi a parte de que você tem meu sangue [Bruna]
-Sabe o meu verdadeiro pai?
-Sim, o amante de sua mãe [Bruna]

-Ele é seu pai, Jimmy!

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