quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Gritos da Noite 7

Poder de Destruição
-A senhorita poderia me explicar como não a vi sair?
-Saí mais cedo
-Sei, vá tomar banho, a janta está pronta

-Sim senhora
Subi até meu quarto e fui para o banho.
Escutei um barulho, mas achei ser as crianças. Até que ao sair dei de cara com Jason.
-O que faz aqui?
-Por que não quer falar comigo?
-Porque não
-Isso não é resposta
-É sim, me deixe em paz
Jason me pega pelo braço, meus cabelos pingavam e eu estava só de toalha.
-Por que faz isso comigo, Taylor?
-Fazer o quê?
-Me evita dessa maneira, me deixa louco
-Peça para a Mariah tirar sua loucura
Jason ri.
-Ciúmes?
Ri com sarcasmo.
-Por que eu teria ciúmes?
-Não sei, me diga você
-Não tenho ciúmes, me deixa em paz!
-Nossa que fera!
-Desça a janela, por favor
-Ok, mas eu volto
-Veremos
Jason pula a janela e desce escalando.
Tranquei a janela e comecei a chorar.
Olhei meu reflexo no espelho, por que essas coisas estavam acontecendo?
Vi o reflexo de uma criança no espelho, ela sorria de forma assustadora.
-AAAAAAAAAH
Peguei o abajur e joguei no espelho.
Tudo o que via na frente eu jogava, tudo, até mesmo os retratos.
Na vida tudo tem um preço, mas pelo quê eu estava pagando?
Miranda me chamava na porta.
-Estou sem apetite
-A senhorita que sabe
-Boa noite
**
São duas horas da manhã, estão todos dormindo.
Não consigo dormir, sinto como se algo me observasse.
Desci até a sala e vi Julie de camisola parada em frente o quadro de uma criança.
O quadro chorava sangue.
-Julie?
Toquei-a no ombro.
Mas não era Julie... Seus olhos eram totalmente brancos e o rosto cheio de cicatrizes.
Comecei a gritar, mas não sei o que realmente aconteceu, ela apenas sumiu.
Observei cada quadro. Eles pareciam se mover, tentavam falar comigo.
Aquele garotinho tinha razão.
Preciso falar com ele.
Subi até o quarto dos meninos e achei Julie em cima do garoto. Ele estava morto.
A cena parecia em câmera lenta, Julie o estrangulava e eu não conseguia pará-la e do nada tudo volta ao normal.
Estávamos todos no quarto, o corpo na cama, as crianças assustadas e Senhora Miranda ligando para a polícia.
Todos diziam ter visto um cachorro do mato entrar no quarto e atacar o garoto.
E Julie?
Ela me olhava de soslaio com um sorriso vingador, mas disfarçava muito bem como “amiga em luto”.


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